O psicoterapeuta disse que sou hiperativo. A criação deste blog surgiu pouco depois de ser assim diagnosticado. Segundo o site especialista Hiperatividade (que já existia antes do meu blog, mas eu não sabia!), os portadores deste distúrbio são freqüentemente rotulados de "problemáticos", "desmotivados", "avoados", "malcriados", "indisciplinados", "irresponsáveis" ou, até mesmo, "pouco inteligentes". Mas garante que "criativo, trabalhador, energético, caloroso, inventivo, leal, sensível, confiante, divertido, observador, prático" são adjetivos que descrevem muito melhor essas pessoas. Eu, particularmente, creio que sou uma mistura disso tudo aí. Cheio de muitas idéias, muitos sonhos e muitos projetos. Muita vontade e muito trabalho. Muitas vertentes e muitas atividades. Sou editor-adjunto do Crônicas Cariocas. Não deixem de visitar minhas colunas: Cinematógrafo; Crônicas; Poesias; e HQs. Ah! Visitem o Magia Rubro Negra , site de apaixonados pelo Mengão, para o qual tive o prazer de ser convidado a fazer parte da especial equipe!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Abud Salim

Peça em que minha amiga e companheira de trabalho no Magia Rubro Negra, Nivinha, participa e que parece muito interessante. Teatro é cultura, galera! É um jargão batido? É! Mas não deixa de ser a mais pura verdade.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Só depende de nós!



Galera do Magia, que domingo! Pensei que o Ronaldo nem entraria em campo, que inventaria uma contusão ou coisa parecida, mas não demorou muito para acontecer. Sentiu dores em um lance que com tremenda cara-de-pau tentou descolar um pênalti. O Flamengo foi tudo o que não foi no domingo passado e o Zé Roberto mostrou uma vontade enorme.

Dia de muita emoção e vibração. O gol do Zé Roberto deu tranquilidade por um tempo, mas 1 a 0 é um resultado que sempre me deixa apreensivo. Os golos do Goiás iam saindo em cima do São Paulo e nós nos tornamos líderes, mas um gol do Corinthians poria tudo a perder. O jogo passava e eu ficava cada vez mais nervoso.

O time todo jogou bem e com vontade. Lógico que houve alguns erros, mas muito mais acertos. Fierro entrou bem e manteve o nível do meio-campo após a saída do ídolo Pet. A entrada de Dênis Marques no lugar do Bruno Mezenga não mudou em nada o panorama do jogo. O time paulista só reclamava da arbitragem e toda vez sem razão. A expulsão do Chicão foi corretíssima.

Imagem – Gaspar Nóbrega/VIPCOMM

                                 Imagem – Gaspar Nóbrega/VIPCOMM

A diferença veio no final com o Léo Moura, que numa arrancada sensacional penetrou a área e foi nitidamente empurrado. Pênalti muito bem marcado. O goleiro deveria ser expulso por suas ironias contra o árbitro e ficar parado em protesto durante a cobrança beirou o ridículo. Mas, não temos nada com isso e consolidamos nossa vitória por 2 a 0.

Bruno também foi muito bem no jogo e pegou alguns lances difíceis. A única vez que foi vencido, Defederico perdeu o equilíbrio e chutou fraco demais, ficando fácil para a zaga cortar. Foi um susto e tanto! Mas era dia de Mengão! Dia de pura Magia!

Eu acreditava que o Goiás poderia arrancar um empate do São Paulo, mas nunca imaginei que eles poderiam sapecar um 4 a 2 no time dos bambis. A cada gol do Góias, nossa torcida vibrava e eu gritava e pedia mais. Foi emoção demais!

A semana será longa e de uma ansiedade sem limites. Somos líderes e só dependemos de nós mesmos para erguer esta taça. Domingo será dia de nossa equipe suar sangue rubro-negro e de vencer o Grêmio de qualquer jeito. Flórida será esperar até lá. Galera do Magia, o título nunca esteve tão próximo e tão real nos últimos 17 anos. É um sonho? É! Mas é um sonho prestes a se realizar!

Magia Neles!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
fabricio@magiarubronegra.com.br
Twitter: titomohaupt

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Já somos vice-líderes!

COLUNA_MAGIA_FABRICIO

Fui à feira pela manhã e um dos feirantes com quem costumo comprar e que sabe do meu amor pelo Flamengo, além de compartilhá-lo, perguntou-me o que eu achava que daria no jogo. Eu disse, sem titubear: “Nós vamos vencer por 2 a 0. Estou confiante.”. Não podia estar mais certo.

Domingo de calor, aniversário do Mengão e comemoração do aniversário do meu filho mais velho. Sentei-me em frente à TV enquanto a criançada esbaldava-se na piscina. Minha alegria foi completa, apesar do Ronaldo Angelim improvisado de lateral, o que nos deixou sem jogadas pelo lado esquerdo. Mas o Náutico deixou o Adriano livre e pagou caro por este vacilo. O Imperador arrebentou!

Pet foi o craque de sempre e me pareceu menos incomodado com o problema na coxa direita. Zé Roberto jogou abaixo da média das últimas partidas e perdeu um gol incrível depois de linda jogada do Adriano, mas o cara ainda está no crédito. Além disso, correu, lutou muito e fez um bom primeiro tempo. Léo Moura fez uma boa partida. Willians e Toró também. Álvaro deu show na zaga. A equipe jogou bem.

A exemplo do Galo, eles começaram pressionando e rondando nossa área, mas não conseguiram furar o bloqueio. Bruno estava senhor absoluto e as únicas duas bolas que passaram foram em jogadas irregulares.

O primeiro gol saiu de uma grande jogada do nosso Hulk. O Rambo Pet aproveitou o rebote e com oportunismo e sorte marcou seu oitavo gol na competição. Meu irmão disse que quando a fase é boa, tudo dá certo. Ele tem razão! E a fase do sérvio não está boa, mas ótima!

O segundo gol saiu em uma jogada linda. Léo Moura fez um lançamento primoroso para o Zé, que caprichou e deu um passe açucarado para o Imperador marcar seu décimo nono gol e se isolar na artilharia do Brasileirão.

Que domingo maravilhoso! Para completar, o Botafogo perdeu seu jogo e se complicou porque o Fluminense colou nele. Isso acaba por nos beneficiar, pois terão que jogar o que sabem e o que não sabem com os bambis para afastar o fantasma do rebaixamento. Já somos vice-líderes, mas estou confiante que na próxima semana seremos líderes da competição, mesmo que o tricolor paulista consiga empatar com a cachorrada.

É lógico que temos que fazer o dever de casa e ganhar as nossas partidas, mas o time está focado e quer o título. O Adriano quer a artilharia. O Pet quer ser um dos maiores ídolos da Nação, mais do que já é. A fase é boa e tudo conspira a favor. O Hexa é cada vez mais real!

Magia Neles!!!
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Magia Rubro Negra
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domingo, 8 de novembro de 2009

Galo virou galinha

COLUNA_MAGIA_FABRICIO
O galo começou pressionando, fazendo boas jogadas e buscando o gol com ímpeto. Mas o Pet, mesmo jogando no sacrifício, mesmo não jogando a partida inteira, fez a diferença mais uma vez ao marcar o oitavo gol olímpico da sua carreira. O melhor de tudo, aos nove minutos do primeiro tempo. O Atlético sentiu o golpe e a gente cresceu no jogo.

Posso dizer que foi um jogão, marcado pelo equilíbrio. Os donos da casa tinham maior posse de bola e mais volume, mas o Mengão tinha uma grande marcação e mais objetividade na hora do contragolpe. Foi assim que chegamos ao segundo gol: Zé Roberto, que fez uma grande partida, tocou para Maldonado fazer o primeiro dele com o Manto Sagrado. O chileno, um dos melhores em campo, fez um gol de craque, batendo cruzado sem chance de defesa para o goleiro adversário.

O time atleticano voltou para o segundo tempo como começou o primeiro, pressionando. Logo aos cinco minutos chegou ao seu gol numa jogada embolada, mas rápida. O resto do segundo tempo seguiu o ritmo do primeiro, um combate de pressão contra objetividade. E assim, chegamos ao terceiro gol, num cruzamento do Fierro e numa cabeçada do Imperador, que se igualou, na artilharia do campeonato, ao Diego Tardelli, que, apesar de ser o jogador mais lúcido do galo, não conseguiu marcar.

Foi uma grande e convincente vitória. Uma grande atuação da equipe, com destaque para Pet, Maldonado e Zé Roberto. Chegamos ao terceiro lugar, a dois pontos do líder. Mais do que nunca a briga pelo título é uma realidade. Nem tudo são flores, porém. Vamos para os Aflitos com alguns problemas: as ausências de Maldonado e Fierro, que servirão à seleção do Chile; a dor na coxa direita do nosso craque, o Rambo Pet; e a lateral-esquerda, que virou uma incógnita com a suspensão do Juan pelo terceiro amarelo e a contusão do Éverton há algumas semanas.

Apesar disso tudo, precisamos buscar os três pontos com toda a raça que sempre caracterizou o Mengão. Não sei qual será a solução que o Velho Tromba vai arrumar, mas confio nele e sei que vai conseguir. Vamos que vamos rumo ao hexa!!!

Magia Neles!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

The Flamengo Anthem

Le Andrade arrasa em vídeo com sua versão em inglês para o Hino do Mengão! É simplesmente de arrepiar. O cara dá um show e uma prova de amor às cores da nossa Nação! Confiram aqui!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tropeço!


COLUNA_MAGIA_FABRICIO

Sei que muitos estão dizendo que o Pet fez falta e que o Flamengo sem ele é um time fraco. Não concordo. É claro que o sérvio faz falta, ainda mais jogando o que ele vem jogando, mas daí a dizer que somos fracos sem ele vai uma grande distância.

Andrade arriscou uma formação diferente e se deu relativamente bem por quase todo o primeiro tempo, levou o gol no último lance, num erro do bandeirinha e numa grande jogada individual do Thiago Humberto. Creio que errou na volta do intervalo, ao tirar Fierro e lançar Dênis Marques, pois o meio-campo perdeu força e o ataque não ganhou coisa alguma. Depois, errou de novo, ao colocar o Erick Flores e sacar o Maldonado, o que provocou um buraco no setor defensivo. O time ficou totalmente desarrumado e sem poder de reação. Se era para substituir no intervalo, que lançasse o Erick Flores , adiantando o Zé Roberto, e não o poste de cabelo esquisito.

Há de se ressaltar que o Andrade tentou fazer alguma coisa, não foi omisso. O que ele não contava era jogar sem os laterais. Léo Moura e Juan estavam ambos muito mal no jogo, errando inúmeros passes e cruzamentos. O Pet fez falta? Caramba! Que saudade eu sinto do Éverton na lateral esquerda. Sou fã do Juan, mas aquele que conseguiu chegar à seleção jogando o fino, este que há alguns meses apareceu só quer saber de brigar e xingar, futebol que é bom, nada! Disse que o Andrade estava queimando-o e não percebe que ele mesmo vem se queimando há tempos.

Foi uma rodada ruim, mas não temos que ficar desesperados e achar que o sonho acabou. Vamos enfrentar o Santos em casa e vamos emplacar outra série invicta. O campeonato ainda está aberto e, embora tenha ficado mais difícil, ainda temos chances. Eu acredito!

MAGIA NELES!!!
EQUIPE
Magia Rubro Negra
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia do Torcedor Rubro-Negro!!!


TRICICLO

TRICICLO
                      uma pequena fábula sobre amizade, companheirismo e tolerância



O famoso palhaço Marcio Libar estreia seu primeiro espetáculo infantil no teatro Gláucio Gil. Em parceria com a Cia. Flor no Peito, Libar criou o roteiro e dirige o espetáculo TRICICLO, em que os palhaços Protocolo e Piter Crash, acompanhados pelo músico Martin Lima e seu bandoneon, expõem os encontros, desencontros e reencontros de um trio de artistas. Na tentativa de apresentar seu show, o atrapalhado trio esbarra nas dificuldades de entendimento inerentes ao homem.

Um espetáculo calcado na Clownaria Clássica e na Comédia Física, Triciclo - uma pequena fábula sobre amizade companheirismo e tolerância mescla técnicas como teatro de bonecos e música ao vivo, trazendo para o palco toda a experiência de um grupo que nasceu e se criou na rua. Neste novo desafio a Cia Flor no Peito toma como uma de suas referências a estética visual do Cinema Mudo do início do século XX. O resultado é um espetáculo para todas as idades, emocionante, divertido, com refinamento técnico, limpeza e precisão.

O texto, escrito em parceria entre o diretor Marcio Libar e a Cia, discute a necessidade de escuta, a generosidade, o valor da amizade, a força do encontro e o amor a Arte.

A Cia. Flor no Peito atua desde 2002. Marcio Libar é considerado um dos palhaços mais importantes do Brasil, fundador da Cia Teatro Autônomo, responsável pelo evento Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços, atuando há mais de 20 anos e ministrando as prestigiadas oficinas da Nobre Arte do Palhaço, por onde já passaram atores famosos de teatro e televisão.

SERVIÇO TRICICLO:
Roteiro: Marcio Libar e Cia Flor no Peito
Direção: Marcio Libar
Elenco: Ricardo Gadelha (Palhaço Protocolo), Fabiano Freitas (Palhaço Piter Crash) e Martin Lima (Músico)
Realização: Cia Flor no Peito
ESTREIA: 07 de Novembro de 2009
TEMPORADA: de 07 de Novembro a 06 de Dezembro de 2009 – Sábados e Domingos 17h.
LOCAL: Teatro Glaucio Gill – Copacabana
Praça Cardeal Arco Verde s/n°, Copacabana.
(Ao lado da Estação de Metrô Cardeal Arco Verde)
Telefone: (21) 2547-7004
Bilheteria a partir das 15 horas
Valor do ingresso: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia)
Duração: 50 minutos
Capacidade de Público: 200 lugares
Classificação etária: Livre

CONTATO COMUNICAÇÃO:  2577-7822
Fernanda Carvalho: (21) 7864-6825 / 9979-7172
Bruno Pacheco: (21) 7886-4354 / 8716-7463
Monique Santos: 7864-6825 / 9407-1991

domingo, 25 de outubro de 2009

COLUNA_MAGIA_FABRICIO
Costumo usar muito o velho jargão de que “clássico é clássico” e que o resultado é imprevisível.  Mas estava confiante para esta disputa com a equipe do chororô. O jogo começou muito bem disputado, mas a melhor postura do Mengão em campo foi levando a vantagem para o nosso lado. Terminamos o primeiro tempo ganhando de um a zero, com um bonito gol do Imperador, e poderia ter sido mais, visto o gol incrível que o Fierro perdeu. O segundo tempo, porém, foi de dar dó. Recuamos demais e chamamos a cachorrada para o nosso campo. O castigo do empate não veio porque o Bruno defendeu mais um pênalti do Lúcio Flávio, que tal qual o criminoso levado ao cinema por Hector Babenco, sagra-se cada vez mais como o passageiro da agonia.

Jogamos mal o segundo tempo e, pior, perdemos o Pet para o próximo jogo. Entretanto, é sempre bom ganhar deste time de chorões que estava mais preocupado com o apito que com as conclusões das jogadas. Dá pena ver o Reinaldo jogando naquela equipe, seria mais feliz na sua casa de origem, jogando ao lado do Adriano.

O meu xará, o zagueiro Fabrício, jogou muito bem a partida de hoje e mostrou que tem futuro sim. Merece destaque pois ele e Pet foram os melhores do Flamengo no jogo de hoje. O lance do sérvio tirando a bola dentro área, dando um come no jogador do foguinho, avançando e fazendo um lançamanto maravilhoso para a conclusão ruim do Fierro foi alucinante. Dá gosto de ver o cara jogar, como deu gosto ver a propaganda que foi veiculada durante o jogo de hoje com ele convocando os cidadãos da Nação Rubro-Negra.

Não temos nada com o fato deles terem afundado-se na zona de rebaixamento, somos quinto colocados e estamos na briga não só pela vaga na Libertadores, mas também pelo Título. Pena que os outros resultados não nos foram favoráveis e não nos deixaram subir mais. O importante, entretanto, é que estamos colados e brigando. Estamos com uma marca histórica desde que começaram os pontos corridos: não perdemos há dez jogos. Faltam sete rodadas e tudo é possível, inclusive o Hexa!

Magia neles!
EQUIPE Magia Rubro Negra
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Teatro Independente volta à cena com texto inédito de Jô Bilac após o sucesso da peça “Cachorro!”

"REBÚ"



Em tom de tragicomédia, o Teatro Independente cria um verdadeiro "rebú" em uma peça de época com ares cinematográficos. O clima alude um set de filmagem e a trama se passa no fim do século XIX. Mas a peça não usa recursos de projeções e afins como se poderia pensar. A linguagem essencial, calcada nos atores, é uma das caraterísticas da Cia cujo primeiro trabalho foi a peça “Cachorro!”, sucesso que permaneceu em cartaz por quase dois anos. “O intuito é resgatar a época sem reconstituí-la, trazendo à tona um ar de revisitação”, explica o diretor Vinícius Arneiro. O dramaturgo Jô Bilac completa: “Localizar o espetáculo em um século remoto e ao mesmo tempo se debruçar na linguagem cinematográfica nos direciona a um intencional contraste, um choque entre linguagens”.
 
A ousadia pode ser vista também no próprio espaço onde a peça vai ser encenada – na sede da Cia. dos Atores,  (Atrás da sala Cecília Meireles , acesso bela escadaria de azulejos do artista plástico Selarón). É um teatrinho simpático de 60 lugares no coração do bairro mais badalado da cidade. “É perfeito, depois de assistir a peça, uma esticada na Lapa é a melhor opção pro fim de semana.”, dica da produtora Lucianna Magalhães. Outra novidade é a apresentação às segundas-feiras, um diferencial do que se tem visto nas produções cariocas. A peça é encenada aos sábados, domingos e segundas sempre às 20 horas. Forma que o Teatro Independente encontrou de ocupar ao mesmo tempo horário nobre e alternativo, uma opção diferenciada que possibilita àqueles que também estão em cartaz nos finais de semana conferirem o trabalho.
 
Para o grupo, a diferença entre o primeiro e o segundo espetáculo é a experiência adquirida após três temporadas no Rio, duas em São Paulo e uma turnê nacional. “Hoje somos quase uma família. Quando estávamos em São Paulo moramos todos juntos num apartamento por seis meses", revela o ator Paulo Verlings. E a família ganhou parceiros. Foram apadrinhados pela Cia. dos Atores que acolheu o projeto e ainda contam com profissionais como o figurinista Marcelo Olinto e o iluminador Paulo César Medeiros na equipe do novo espetáculo.
 
Uma Pequena História de Sucesso
 
O Teatro Independente foi criado em 2006 com o esquete “CACHORRO!”, vencedor do I Mercadão Cultural – RJ nas categorias "Melhor Esquete" e "Melhor Direção". O esquete deu origem ao primeiro espetáculo do grupo, o também intitulado “CACHORRO!”. Estreado em outubro de 2007 no Espaço Sesc, a peça ficou em cartaz um ano no projeto "Repertório" no Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea), “CACHORRO!” recebeu a indicação ao PRÊMIO SHELL 2007 de Melhor Direção. Ainda em turnê, o espetáculo já percorreu 60 cidades do país e ultrapassou 200 apresentações. Tendo também passado por festivais como o FIT - São José do Rio Preto (SP),  FITA - Angra dos Reis (RJ), Festival Nacional de Recife, Mostra Cariri - CE 2008  entre outros. "REBÚ", novo projeto da Companhia foi contemplado pela lei de fomento através da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
 

SERVIÇO

De 10 de outubro a 30 de novembro

Sábados, Domingos e Segundas às 20 horas.
Local: Sede da Cia. dos Atores
Endereço: Rua Manoel Carneiro, nº 10/12 - Lapa - Centro. (Atrás da Sala Cecília Meireles)
Estacionamento no local

Telefone: 22424176
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada).
Capacidade de Público: 60 lugares.
Venda disponível somente aos sáb, dom, e seg, 1 hora antes da peça. 
Não acessível para cadeirantes

SINOPSE:
No ano de 1880, jovem casal se prepara para receber a visita da irmã adoentada do homem da casa, que traz consigo um filho bastante inusitado. A presença dos visitantes cria uma rivalidade com a mulher da casa e leva o embate às últimas conseqüências.

FICHA TÉCNICA
Texto: Jô Bilac
Direção: Vinicius Arneiro
Elenco: Carolina Pismel, Júlia Marini, Diego Becker e Paulo Verlings
Iluminação: Paulo César Medeiros
Figurinos: Marcelo Olinto
Cenografia: Daniele Geammal
Trilha Sonora Original: Lucas Marcier
 
Assessoria de Imprensa:
Tel. 2577-7822
Bruno Pacheco (21) 8716-7463
Monique Santos (21) 9407-1991 / 7883-0861
Fernanda Carvalho (21) 7864-6825 / 9979-7172

Noite de Gala no Lançamento da Revista Flamengo – Por Fabrício Mohaupt e Fernando Holanda

RevistaFlamengo 038
O Magia Rubro Negra foi convidado a cobrir o lançamento da nova revista oficial do Flamengo. Assim, nós, Fabrício Mohaupt e Fernando Holanda, fomos ao evento como representantes da Galera do Magia e participamos de uma noite mágica, uma vez que a revista Flamengo conseguiu reunir diversas figuras mitológicas do CRF.
O gentil Juan Saavedra, do departamento de marketing rubro-negro, apresentou-nos ao editor Marcio Saldanha Marinho, que, muito atencioso, revelou-nos que o projeto inicial é de duas edições até o final do ano, a segunda será lançada antes do final do campeonato e a capa será do nosso ídolo PET! E sim, haverá um pôster, a exemplo da primeira edição, também estrelado pelo sérvio mais querido do Brasil. Muito simpático e conversando conosco abertamente, disse que se o Flamengo chegar ao hexa, o que hoje é uma possibilidade real, adiantou que haverá uma terceira edição, ainda este ano, lançada logo após o término do campeonato. O que seria uma edição histórica.
Márcio comentou também que a revista é totalmente independente do Clube e o foco e principal cliente é o TORCEDOR! É uma revista oficial, mas não institucional. As próximas serão neste mesmo formato sem nenhum vínculo político, recursos próprios com muitas fotos, matérias quentes e impressão de ótima qualidade.
A revista é muito bonita graficamente, bem diagramada e em papel de boa qualidade. Um cuidado que raramente se vê em outras publicações similares. A revista traz encartado um pôster do Imperador e muitas fotos. Há seções interessantes como a Heróis, Prata da Casa, Volta ao Mundo e Jogaço. Há matérias interessantes como “Essa camisa pesa” e até um texto exclusivo Arthurzão do Urublog. É uma grande estreia e merece fazer parte da coleção de qualquer Rubro-Negro (não, não ganhamos nada para fazer jabá, a opinião é sincera mesmo).
Foi realmente uma noite mágica para todos os Rubro-Negros que participaram do lançamento, com a presença do Adílio, o “Neguinho Bom de Bola”; do Nunes, o “João Danado”; do Pet #43, o “Rambo Pet”; dos guerreiros do Basquete Rubro-Negro: Duda, Colonese, Wagner e Helio; da nossa eterna musa do Brasileirão: Roberta Portella; do Presidente Marcio Braga; e do Vice Delair Dumbrosck. Além deles, o Vice de Planejamento, Mário Cruz, o Vice de Futebol, Marcos Braz e tantos outros membros da diretoria.
Um fato curioso ocorreu quando todos os jogadores do basquete e os jogadores do futebol posaram para uma foto. O Adílio, sorridente e simpático como sempre, apontou para os gigantes guerreiros do basquete e disparou: “Pode fazer uma barreira com esses cinco aí que o Pet manda na Gaveta!”. Alguém duvida?
O evento serviu também para integrar e valorizar as redes sociais que fazem do Flamengo a grandeza pelo Planeta Web. Fizemos um mini encontro no evento e contamos com a presença magnífica do nosso amigo Arthurzão do Urublog, do Luiz Eduardo do Saudações Rubro Negras e do Julio Cesar da Voz da Nação.
Nós saímos da festa radiantes e nem ligamos para o temporal que caía. Afinal, uma noite como essa é para contarmos para nossos filhos e netos. Desejamos com grande carinho uma longa vida à Revista Flamengo, torcendo para que haja a terceira edição deste ano e muitas outras nos anos vindouros.
Confira a nossa galeria do Evento:
Fotos: Fabrício Mohaupt
Magia Neles!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Guilherme Leme dirige texto inédito no Brasil do inglês Joe Penhall no CCBB



''O universo de um hospital psiquiátrico, a divergência sobre diagnósticos, problemas políticos relacionados à saúde pública, racismo institucionalizado e jogos de poder'' são algumas das questões levantadas na peça “Laranja Azul”, texto inédito no Brasil do premiado autor inglês Joe Penhall, considerado pela crítica britânica um dos melhores dramaturgos da sua geração.
Depois de encenar com grande êxito O Estrangeiro, o ator e diretor Guilherme Leme começa a dirigir esse texto vencedor do Laurence Olivier Awards. Para colocar em cena o drama entre um jovem negro esquizofrênico e dois psiquiatras num hospital psiquiátrico londrino, Leme chamou os atores Rogério Froes, Rocco Pitanga e Pedro Brício. O trio nunca havia trabalhado junto, mas garante que a experiência tem sido fértil e extremamente proveitosa. “Está sendo muito agradável trabalhar com Rocco e Brício. Guilherme é um diretor jovem na praça e estou gostando muito do método de trabalho dele. O texto é maravilhoso e acho que vai causar um grande impacto no público”, garante Fróes. Já o ator e também dramaturgo, Pedro Brício, considera a peça de Joe Penhall muito bem arquitetada, com toda a sofisticação do pensamento e humor ingleses. “A experiência dos ensaios e do mergulho nesse universo tem sido intensa, estamos passando por muitas descobertas e discussões sobre a loucura”, garante Brício. Rocco Pintanga raspou a cabeça para fazer o papel do atormentado Cris e considera essa experiência o grande desafio de sua carreira. “É o trabalho mais interessante que já fiz em minha vida, um personagem difícil e cheio de nuances, uma oportunidade maravilhosa para meu crescimento como ator”.
Intensa também é a fase de Guilherme Leme que conciliou o fim da temporada de O Estrangeiro com os ensaios de Laranja Azul depois de ter dirigido Betty Faria em Shirley Valentine no CCBB de São Paulo. O cenário criado por José Dias transforma o teatro lll do CCBB em uma enorme caixa branca com o cenário também todo em matizes de branco .A luz ,com criação de Tomás Ribas , também conta apenas com diferentes tipos de neon branco, e até mesmo o público terá que vestir um jaleco branco para assistir o espetáculo. “A idéia é fazer o espectador se sentir realmente dentro de um hospital”, explica Leme. A trilha sonora, assinada por Marcelo H, traz o punk rock e distorções de guitarras para perturbar o equilíbrio dessa monocromia . Sérgio Saboya assina a produção dessa montagem que deve criar verdadeiras cicatrizes no mundo psiquiátrico brasileiro.
Críticas Internacionais:
 “Jogos de Poder que criam uma cicatriz no mundo psiquiátrico”
New York Times
 “Texto vigoroso... Penhall tem o dom de tratar de assuntos sérios de forma bem humorada e apresentar uma indignação moral sem didatismos... Uma sátira instigante.” Guardian

“Eu saí da peça de Joe Penhall num estado de absoluta excitação... Um dos melhores textos inéditos da história do teatro inglês.” Sunday Times
 “Engraçada e irreverente... o texto de Penhall é vibrante do começo ao fim.” The Independent
SERVIÇO:
Laranja Azul
Texto: Joe Penhall
Direção: Guilherme Leme
Elenco: Rogério Froes, Rocco Pintanga e Pedro Brício
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro III
            Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
            Tel.: 3808-2020
Temporada: 22 de outubro de 2009 a 03 de janeiro de 2010
Datas: quarta a domingo às 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Tempo de Duração: 85 minutos
Capacidade de Público: 80 lugares
Bilheteria a partir das 10 horas
Acessível para cadeirantes
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


COLUNA_MAGIA_FABRICIO


O jogo começou quente, com o Palmeiras pressionando. Não é nada, em quinze minutos já haviam chutado cinco vezes a gol. Entretanto, o melhor da festa ainda estava por vir. Aos vinte e três minutos, de forma inspiradíssima, Pet levou o Flamengo a um gol de placa. Um belíssimo gol!

O primeiro tempo ainda teve a participação magistral do nosso goleiro Bruno, que defendeu verdadeiro petardo de Vagner Love espetacularmente. Airton também foi um dos nomes do jogo, jogando muito e dando à defesa um grande paredão. Quem destoou na nossa equipe foi o Toró, sobrecarregado, e o Juan, visivelmente fora de ritmo ainda, o que é normal para alguém que sofreu uma cirurgia como a dele e ficou tanto tempo parado.

Quanto ao nosso ataque, não brilhou como nos últimos jogos, mas abriu muitos espaços para que o nosso sérvio pudesse jogar. Zé Roberto movimentava-se bem, criando diversas opções e oportunidades e Adriano, fortemente marcado, conseguia segurar a marcação e fazer jogadas para os companheiros. Aliás, fez uma jogada magistral, sem nem tocar na bola, para deixar Léo Moura de cara pro gol, mas este desperdiçou.

O segundo gol viria mais uma vez dos pés do nosso camisa 43: um gol olímpico lindo, que passou por entre as pernas do Wendel, enganando o goleiro Marcos. O grande Pet disse em seu twitter: “Pô agora é certo, sou recordista do gol olimpicos no mundo!”. Só podemos ficar felizes por ele e torcer para que a Sérvia abra o olho e o convoque para a Copa.
 
Pet Palmeiras
 

O primeiro tempo ainda teve a participação magistral do nosso goleiro Bruno, que defendeu verdadeiro petardo de Vagner Love espetacularmente. Airton também foi um dos nomes do jogo, jogando muito e dando à defesa um grande paredão. Quem destoou na nossa equipe foi o Toró, sobrecarregado, e o Juan, visivelmente fora de ritmo ainda, o que é normal para alguém que sofreu uma cirurgia como a dele e ficou tanto tempo parado.


Quanto ao nosso ataque, não brilhou como nos últimos jogos, mas abriu muitos espaços para que o nosso sérvio pudesse jogar. Zé Roberto movimentava-se bem, criando diversas opções e oportunidades e Adriano, fortemente marcado, conseguia segurar a marcação e fazer jogadas para os companheiros. Aliás, fez uma jogada magistral, sem nem tocar na bola, para deixar Léo Moura de cara pro gol, mas este desperdiçou.

Vencemos o jogo mais importante do ano e, agora, estamos em condição de não só brigar por uma vaga na Libertadores como também pelo próprio título. Pela primeira vez, desde que começou a era dos pontos corridos, o campeonato está tão aberto e emocionante a poucas rodadas do fim. É difícil, mas não é impossível. Deixaram a gente chegar aqui, agora segurem!

MAGIA NELES!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
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sábado, 17 de outubro de 2009

Véspera!


COLUNA_MAGIA_FABRICIO



Acordei, fiz o desjejum e fui ler o jornal. Como sempre, abri na parte de esportes e fui procurar notícias do meu Mengão. Fiquei feliz ao ler que o Adriano não aceitou ser poupado do coletivo e quis treinar no campo para se preparar para o jogo contra o Palmeiras, o mais importante do ano, uma verdadeira decisão.

Fui à internet buscar mais notícias e vi uma declaração do Willians que me deixou animado: "É uma final para a gente. Se vencermos, poderemos entrar no G4, mas se perdermos continuamos fora e ainda vemos o Palmeiras se afastar. Se quisermos algo no campeonato, precisamos vencer". Esse é o espírito!

Vai ser uma batalha com resultado imprevisível. Eles são líderes, têm uma boa equipe e querem apagar a má impressão que deixaram na partida contra o Náutico. Aliás, Pet falou certo sobre isso: “foi atípico”. E foi mesmo. Resultado incomum que não deve ser levado em conta. Pet continua com propriedade: "Não vi muitos jogos do Palmeiras, mas acho uma equipe extremamente técnica e competitiva. Tem muita qualidade, mas nós também somos competitivos".

Ficou claro que nossa equipe tem plena noção do desafio que enfrentará e que a vontade de vencer estará presente. Não devemos ficar intimidados com a posição deles na tabela e com o fato de estarem jogando em casa. Somos o Flamengo e isso supera qualquer adversidade. Somos raça, amor e paixão. Nosso Manto é o mais forte e respeitado bastião deste país em que fica a nossa imensa Nação. Vamos para cima deles e vamos trazer esta vitória com o coração na ponta da chuteira.

MAGIA NELES!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
fabricio@magiarubronegra.com.br

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Evolução!

Coluna Dupla

Nunca fui entusiasta do Zé Roberto, muito pelo contrário, tenho criticado-o negativamente ao longo do ano. Desejei que fosse negociado ou que fosse encostado. Parece, porém, que o cara reencontrou o seu futebol e vem crescendo a cada partida. Ainda é cedo para chamá-lo de craque ou o consagrar, mas creio que está no caminho certo.

Parece-me que esta evolução deve-se a três nomes: Andrade, Adriano e Zé Roberto. O último vem esforçando-se, dedicando-se e procurando encontrar o seu lugar na equipe; está nitidamente mais magro e alcançando sua melhor forma física. O segundo deixa fácil jogar, pois devolve a alegria a qualquer um, além de saber como aproveitar o futebol de quem está à sua volta. O primeiro, como ninguém, acreditou que o Zé tinha condições e qualidade e nunca desistiu de apoiá-lo, mesmo com muita gente metendo o malho e eu me incluo neste grupo.

A verdade é que eu torço para que o Zé Roberto queime minha língua e que se torne, finalmente, um grande nome para a nossa Nação. Ele foi fundamental na vitória sobre o rerebaixado tricolor e no empate com o genérico baiano. O gol do Dênis Marques (argh!) foi quase todo do Zé. O terceiro gol do Mengão foi de puro oportunismo e de boa colocação. Assim, desejo que o seu crescimento leve-o às alturas, pois todos ganharemos com isso.

Magia Neles!

P.S.: aquele juizinho do jogo contra o Vitória, Nielson Nogueira Dias, é ruim demais ou é mal-intencionado mesmo? Fomos sumariamente prejudicados pelo cara, marcando faltas inexistentes a favor dos donos da casa, mostrando cartões amarelos aos nossos jogadores, deixando passar camas-de-gato e cotoveladas dos deles, além de compactuar com as brincadeiras dos gandulas. Cadê a comissão de arbitragem?

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Equipe Magia Rubro Negra

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

O FLU CAIU…. DE NOVO!!!!

Coluna Dupla

Dois a zero foi pouco. Não pelo primeiro tempo, que chegou a me deixar apreensivo porque o Flamengo dominava, mas dava espaços para o pó-de-arroz levar perigo. Porém, voltamos para o segundo tempo com o Willians no lugar do Dênis Marques e mudamos a história do jogo. O Dênis parecia perdido em campo, inoperante, e eu cheguei à conclusão que ele não consegue achar um lugar quando o Adriano está no time.

O Flu não viu a cor da bola no segundo tempo e, por isso, digo que dois a zero foi pouco. Estão chorando um pênalti não marcado, mas esquecem que também tivemos um que não foi assinalado. A verdade é que eles pareciam um bando em campo, sem conseguir organizar uma única jogada que não fosse na base do chutão. O Cristo da vez é o Fabinho, pois até o Cuca jogou-o no fogo, dizendo que o jogador não escutou a ele e aos companheiros. “Ah, coitado!”

Adriano vem provando que o investimento nele valeu a pena: é o artilheiro isolado da competição e é dono de quase quarenta por cento dos golos do Mengão no certame. Fazia tempo que não brigávamos pela artilharia do brasileirão. É para sentir orgulho ou não é?

Mas não é só isso que o Adriano vem fazendo pelo Flamengo. Sua grande fase vem recuperando jogadores que estavam em baixa, como Zé Roberto e Leonardo Moura, que estão gradativamente reencontrando o futebol deles. O primeiro foi peça fundamental do jogo de ontem ao lado do grande Pet.

O velho Tromba vem conseguindo dar consistência à equipe e alegrias à nossa Nação. Por falar nela, que show a torcida deu ontem. Na arquibancada, foi goleada histórica. Não tem para ninguém! Showzaço sem igual.

Parece que o caixão está fechado para o clube das Laranjeiras. O melhor é começar o planejamento para sair do buraco (e que buraco!). Venhamos e convenhamos: eles terão a chance de provar que poderiam sair da segunda divisão sem artifícios, como o convite para participar da tal Copa João Havelange. Estão voltando para o lugar certo, pois precisam sair de lá por mérito próprio, como saíram da terceira divisão.

É um histórico invejável. Foram rebaixados em 96, viraram a mesa e disputaram o campeonato de 97 na primeira divisão, apenas para serem rebaixados de novo. Tomaram vergonha e disputaram a segunda divisão em 98… e foram rebaixados para a terceira! Disputaram a terceirona em 99 e foram campeões com muito orgulho (?!?), afinal foram campeões brasileiros. Em 2000, entretanto, não disputaram a segundona, pois foram convidados a participar da Copa JH, organizada pelo Clube dos 13. Em 2001, quando a CBF reassumiu, fez vista grossa e deixou o Fluminense na elite do futebol nacional.

Vale lembrar que o prefixo re- de rebaixar tem a acepção de “retrocesso, retorno, recuo”, mas também existe o prefixo re- para dar a acepção de “repetição, iteração”. Assim, a palavra que define bem o pó-de-arroz é rerebaixado. Que posso fazer? Só lamento!

Só sei que já somos o sexto colocado, que estamos a seis jogos sem levar um gol e que marcamos onze golos nestes mesmos jogos. Estamos chegando e ganhando moral. O objetivo é chegar ao G4, mas, se continuarmos neste ritmo, podemos sonhar até com mais. Creio que a Magia voltou!

Magia Neles!!!

Equipe Magia Rubro Negra

fabricio@magiarubronegra.com.br

andre@magiarubronegra.com.br

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

4º Dia - Festival do Rio 2009

Uma barragem contra o Pacífico

Primeiro filme da minha quarta noite do Festival. Comecei mornamente a minha noite. O filme tem um ritmo lento e uma história com uma visão totalmente pessimista do mundo. Apesar da coragem da mulher em montar seu negócio no Camboja e de lutar por ele com unhas e dentes, todos os personagens, inclusive ela, são de moral duvidosa, oportunistas e interesseiros. Vejam a sinopse:

Em 1931, uma viúva francesa vive com seus dois filhos na Indochina sob administração colonial. Todo o dinheiro da família foi investido na compra de terras que se revelaram inférteis, e que são anualmente inundadas pelo mar. Lutando contra os burocratas corruptos que a passaram pra trás, ela empreende o impossível projeto de construir uma barragem entre sua propriedade e o oceano, no qual conta com a ajuda dos camponeses. Enquanto isso, sua filha Suzanne desperta o interesse do chinês M. Jo, filho de um poderoso homem de negócios. Baseado no romance homônimo de Marguerite Duras.

Esta visão negativa de todos acaba por gerar um distanciamento. Não há simpatia por personagem algum, uma vez que todos são canalhas. A mãe é apaixonada pelo filho e quer usar a filha como moeda. O filho é o canalha machão que não respeita ninguém. A filha usa seus “dotes” para seduzir o chinês rico e ganhar “presentes” (em um primeiro momento, ela parece ser inocente, mas é, nas palavras da mãe e do irmão, “uma vadiazinha”). O chinês quer as terras de todo mundo e não hesita em usar de subterfúgios; também quer a filha da “mulher branca” e tenta comprá-la. Os administradores e o banco querem tirar proveito dos outros e por aí vai.

O filme tem quadros e cenas bonitos. O trabalho do elenco, de maneira geral, é bom. Mas fica uma sensação de que falta algo. Eu creio que seja identificação. Não consegui interagir com o filme e acabei ficando com sono. C’est La vie!

Nota 5


Politist, Adjectiv

Segundo filme da quarta noite. O sono continuou, não porque o filme é ruim, mas porque insiste em cenas compridas e, muitas vezes, desnecessárias. Se fosse um curta, seria ótimo! Junte-se a isso um ritmo lento e repetitivo, e veja o que dá. A Sinopse:

“O policial Cristi tem como missão investigar Victor, jovem suspeito de tráfico. Ao constatar que se trata apenas de um usuário de haxixe que ofereceu a droga a dois colegas, recusa-se a prendê-lo. Embora “oferecer” seja considerado crime na Romênia, Cristi não quer arruinar a vida de alguém tão novo, que ele considera apenas irresponsável. Além disso, sabe que as leis no país devem mudar logo, devido à adoção de leis comuns da União Européia. Mas para seu chefe, a lei vigente precisa ser aplicada a todo custo.”

A sinopse resume bem. Temos 95 minutos até o filme propriamente dito: o confronto entre o policial e o chefe de polícia, entre o ataque e a defesa à Lei, discussão muito em voga entre os advogados. A Lei deve ser seguida como está redigida ou deve ser interpretada e considerada caso a caso? Esta sequência vale o filme inteiro, mas é necessária muita paciência para se chegar a ela. Até lá, só as duas sequências em que há os diálogos entre marido e mulher valem a pena. O resto é sobra, é teste para o seu saco.

A opinião do diretor fica clara com a cena final, que é bem legal. Só fiquei com uma sensação de muito para pouco. Muito filme para pouco a contar.

Nota 7


Águas turvas
Último filme da minha quarta noite. Uma história muito interessante, mas que a meu ver optou por uma forma equivocada de ser contada. Primeiro temos o ponto de vista do suposto assassino e, depois, o ponto de vista da mãe da vítima. Entre a mudança, um fato que só teremos confirmação de quem fez, no final. A sinopse:

“Em seu último dia na cadeia, Jan Thomas é espancado por seus companheiros de prisão. Ele sabe, no entanto, que a “despedida” poderia ser pior, já que cumpriu pena por ter matado uma criança. Jan negou o crime até o fim e agora espera poder deixar o passado para trás ao conseguir emprego como organista em uma igreja de Oslo. Lá acaba se envolvendo com a pastora Anna, e cria laços afetivos com Jens, o filho dela. Um dia a igreja recebe a visita da professora Agnes e seus alunos. Observando o talentoso organista, Agnes reconhece em Jan o suposto assassino de seu filho.”

O problema é que não há surpresa guardada para o final, o que me leva a crer que era melhor ter mostrado o que acontecia com um e com outro em paralelo. Não chega a ser um grande problema e a boa história supera o como foi contada. Este, apesar da madrugada seguir, conseguiu tirar o meu sono e me deixar interessado.

Ao contrário do primeiro filme da noite, os dois personagens geram simpatia e antipatia ao menos tempo. Há uma dualidade quase palpável neles. Gera debates interessantes sobre as atitudes deles e sobre como cada um optou por caminhos diferentes. Eu gostei.

Nota 8.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

3º Dia - Festival do Rio 2009

Distante Nós Vamos

Primeiro filme da minha terceira noite de Festival. E que começo estupendo! A cena de abertura já vale o filme. É difícil não se identificar com a história do filme estando na casa dos 30 como estou. As incertezas e inseguranças que nos rodeiam neste momento estão todas retratadas lá. Vejam a sinopse:

“Burt e Verona têm trinta e poucos anos e terão um filho. Os dois têm trabalhos flexíveis, gostam de viajar e desejam compartilhar sua nova experiência com pessoas queridas. Quando os pais de Burt decidem se mudar para a Bélgica, nada mais prende o jovem casal à pequena cidade onde vivem. Com amigos morando em todos os cantos dos EUA, se perguntam qual seria o melhor lugar para criar seu bebê. Empreendem assim uma longa viagem, na qual visitam amigos e parentes e testemunham diferentes modelos familiares, com o intuito de decidir onde e na companhia de quem construir o novo lar.”

O casal mete o pé na estrada de carro, de trem e de avião. Indo para diversos lugares à procura de um modelo ideal. Personagens entram e saem ao longo de sua jornada, sempre dizendo a que vieram, sempre acrescentando algo, positiva ou negativamente, ao casal e à história. Aí está a força do filme, a relação entre as pessoas, a relação entre marido e mulher, a relação do casal com suas famílias e com seus amigos. Todos os questionamentos, incertezas e inseguranças nascem destas relações. O diretor soube tirar proveito disso e, de forma leve e otimista, mexeu com muitas emoções.

A personagem zen de Maggie Gyllenhaal merece destaque, embora muitas das figuras que aparecem sejam engraçadas. O elenco é equilibrado, embora alguns rostos sejam mais conhecidos que outros. O filme é belo, com diálogos ágeis e questionamentos profundos sobre a vida como casal, como pais e como família. Uma certeza fica: não há modelo a ser seguido!

Nota 9


Whisky com Vodka

Segundo filme da minha terceira noite de Festival. Filme bem divertido que brinca bastante com a metalinguagem e nos mostra bastante dos bastidores do cinema. O filme passeia pela vida dos artistas que fazem a sétima arte: produtores, diretores, atores e equipe de produção. A sinopse:

“Otto, ator com 30 anos de fama que faz sucesso com as mulheres, tem uma certa queda para o álcool. O excesso de bebida faz com que ele perca um dia de filmagem em seu novo filme e, como garantia, os produtores chamam o jovem e desconhecido Arno como substituto para seu papel. Assim, todas as cenas passam a ser gravadas duas vezes, uma com Otto, outra com Arno, provocando um duelo de gerações. Mas esta não é a única preocupação de Otto. Ele também tem de aprender a conviver com Bettina, antiga amante, que é novamente seu par na tela, e par do diretor fora dela.”

Otto é o fio condutor da história e também é o personagem mais interessante da trama. Num primeiro momento, cria-se uma antipatia ao personagem por conta de sua vaidade, mas, ao longo do filme, nada além de simpatia é o que sobra. O bacana é que ninguém é mal ou ruim: todos tem um quê de cada. Todos são humanos e buscam o seu lugar ao sol.

O diretor soube dosar as emoções e soube ser leve ou denso quando preciso. É claro que o elenco ajuda muito, com interpretações seguras em seus muitos personagens, uma vez que cada um tem dois papéis: os personagens do filme e os do filme dentro do filme. Aliás, a ideia de um filme de época dentro de um filme contemporâneo foi bem interessante, não como confundir as coisas, mesmo quando as histórias misturam-se. É whisky e vodka.

Nota 9


Abraços partidos

Saí correndo da sessão de Whisky com Vodka, no Estação Botafogo, e fui para a sessão no Espaço de Cinema. Correndo mesmo, por que a sessão acabou no mesmo horário que a outra começaria. Ao chegar ao Espaço, surpresa! Uma fila enorme estava formada e ninguém havia entrado ainda. Quando entramos, sentei na terceira fila (todos que me conhecem sabem como detesto sentar tão perto do telão). O filme começou com mais de vinte minutos de atraso. Porém, quando acabou, nada disso importava. O filme de Almodóvar dissipou qualquer sensação ruim. Foi uma noite memorável. A sinopse:

“Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco sofreu um trágico acidente de carro no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena. Sofrendo aparentemente de perda de memória, abandonou sua persona de cineasta e preservou apenas sua faceta de escritor, cujo pseudônimo é Harry Caine. Um dia, Diego, o filho de sua antiga e fiel diretora de produção, sofre um acidente, e Harry vai ao seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.”

É difícil falar sobre um filme de Almodóvar, pois, como tudo que vale a pena, muitos amam e muitos odeiam. Creio que, como sempre, vai ser difícil que as opiniões não se dividam. É líquido e certo que muita gente exaltará e muita gente malhará mais esta película do espanhol. Eu fico no primeiro time.

O longa passeia pela vida de Harry Caine de maneira sublime. Aliás, o ator Lluís Homar faz um belo trabalho. A metalinguagem também está presente neste filme e faz inúmeras referências a obras do próprio diretor, a ele mesmo e a outros diretores. Há, ainda, Penélope Cruz, em grande forma, musa maior do diretor.

Que me perdoem aqueles que não gostaram, mas a história é boa e a condução é perfeita. Não há exageros em nada, os personagens são críveis e as situações também. Drama e comédia são bem dosados e tudo é verossímil. Ótimo filme e ótima diversão. Mais uma grande obra deste cineasta genial.

Nota 10