O psicoterapeuta disse que sou hiperativo. A criação deste blog surgiu pouco depois de ser assim diagnosticado. Segundo o site especialista Hiperatividade (que já existia antes do meu blog, mas eu não sabia!), os portadores deste distúrbio são freqüentemente rotulados de "problemáticos", "desmotivados", "avoados", "malcriados", "indisciplinados", "irresponsáveis" ou, até mesmo, "pouco inteligentes". Mas garante que "criativo, trabalhador, energético, caloroso, inventivo, leal, sensível, confiante, divertido, observador, prático" são adjetivos que descrevem muito melhor essas pessoas. Eu, particularmente, creio que sou uma mistura disso tudo aí. Cheio de muitas idéias, muitos sonhos e muitos projetos. Muita vontade e muito trabalho. Muitas vertentes e muitas atividades. Sou editor-adjunto do Crônicas Cariocas. Não deixem de visitar minhas colunas: Cinematógrafo; Crônicas; Poesias; e HQs. Ah! Visitem o Magia Rubro Negra , site de apaixonados pelo Mengão, para o qual tive o prazer de ser convidado a fazer parte da especial equipe!!!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Vexame! Mico!

Estou aqui, sentado em frente ao computador, há uns dez minutos, sem saber o que escrever, tão embasbacado que me sinto. Comentei, hoje de manhã, que este clima de festa incomodava e que o Joel tinha razão em se preocupar com isso. O que era uma festa virou um grande mico, o maior em muito tempo. Um verdadeiro vexame.

O Flamengo começou o jogo bem, apesar daquele meio-campo que eu venho falando há tempos que não gosto: Jaílton, Kléberson, Ibson e Toró. A única diferença foi o Kléberson no lugar do Cristian; até aí, seis por meia dúzia. Meu problema, porém, é sempre com Jaílton e Toró. O Ibson, que perdeu seu futebol não sei onde, mais uma vez, errou tudo. Mesmo assim, o Flamengo dominava o jogo por conta de seus laterais. Mas acabou caindo de produção, sobretudo por conta de um ataque inoperante em que Marcinho omitia-se e Souza, o atacante que não faz gol, isolava bolas e mais bolas, sempre com um sorrisinho no rosto.

Como diz uma máxima do futebol, quem não faz leva e o Flamengo levou o primeiro num lance que só posso considerar estranho. Cabañas chutou uma vez, a bola bateu num jogador do Flamengo e voltou para ele; Cabañas chutou a segunda vez, a bola bateu num jogador do Flamengo, bateu na cara dele e sobrou para ele acertar um chute incrível.

O 1 a 0 não preocupou o Flamengo, que achou que não era temerário o placar e que, com a vantagem que tinha, poderia administrar o jogo. Mas continuou sem fazer o seu gol e, mais uma vez, foi castigado. Aos 38, contra-ataque do América. Esqueda recebeu livre e tocou na saída do Bruno. O que era festa e certeza virou nervosismo e dúvida. O time passou a jogar na base do desespero, mas esbarrava na inoperância do ataque e nos erros de passe que nasceram do nervosismo.

O time voltou para o segundo tempo com Obina no lugar de Klebérson. Confesso que não entendi. Não sou técnico, nem sei jogar bola direito, mas não entendi o porquê de tirar o Klebérson que, do meio-campo, era o único que fazia jogadas com o Juan, e deixar o Ibson ou, mesmo, deixar o Souza. Aos 10, tirou, finalmente, o atacante que não faz gol e, pelo jeito, nem sabe mais chutar e colocou Tardelli. Só que o meio-campo não ajudava. Mesmo assim, o Flamengo continuou dominando o jogo e criando chances. O América ficou na defesa, explorando apenas os contra-ataques e sustentando o seu ferrolho. Em dado momento, a TV mostrou que o Flamengo havia chutado dezenove vezes e o América, apenas seis, mas o placar estava 2 a 0 para eles. Como quem não faz, leva, aos 32, numa cobrança de falta, que desviou na barreira e matou o Bruno, fizeram 3 a 0.

A partir daí, nervosismo puro. Joel resolveu colocar o Renato Augusto, mas no lugar do Jaílton. O Ibson, que jogou absolutamente nada, continuou em campo. O porquê, só o Joel sabe. Aos 39, Juan, bobamente, foi merecidamente expulso. E o que parecia impossível, aconteceu: o Flamengo perdeu por três gols de diferença e foi eliminado. A soberba foi severamente castigada.

Caio Jr. receberia um time em excelente fase, mas acabou ganhando um time em pedaços. Ficou provado que o Flamengo depende muito da estrela de Joel e de Obina. Como nenhuma das duas brilhou hoje, ficou este sabor amargo na boca da torcida.

O mico foi tão grande que apagou todo o brilho da final de domingo, que ocorreu há apenas três dias. Souza e Obina são atacantes bons o suficiente para o Flamengo? Ibson merece um investimento tão grande, quatro milhões de euros, para a sua permanência? Como ficará o meio de campo do Flamengo com Caio Jr.? Será que Toró e Jaílton serão ainda titulares absolutos?

Algumas certezas ficaram: como a ausência do Fábio Luciano é sentida; como o Leonardo, que entrou em seu lugar nessa partida, é lento e perdido na marcação; como o Flamengo depende dos seus laterais; como as jogadas ensaiadas fazem falta; como o rubro-negro precisa de atacantes decentes, atacantes que façam gols; como nem sempre é bom contar com a sorte; e como não existe jogo ganho.

O sonho acabou. Só resta esperar que o Brasileiro traga-nos alegrias. O Flamengo, no entanto, passou da certeza à dúvida em noventa minutos, a torcida está mais uma vez com um pé atrás, para não dizer os dois. Que herança deixou o Joel para o Caio Jr.. Tomara que ele consiga juntar os cacos e organizar o time, caso contrário, o Flamengo, que domingo era considerado um dos candidatos a campeão brasileiro deste ano, lutará novamente contra o fantasma do rebaixamento. Pode parecer exagero meu, mas esta eliminação, do jeito que foi, abala a moral de qualquer time. Oxalá o Caio Jr. consiga administrar esta situação.

Saudações rubro-negras!

4 comentários:

Pedro Henrique disse...

Eu não acreditava no que eu estava vendo. Achava que o mais classificado dos times brasileiros era o Flamengo.
Uma pena.
Mas que eu vou secar o São Paulo isso eu vou.

Abraço!!

Flavio Guberman disse...

é o tipo de vexame inqualificável e irretorquível.À parte o clima nefasto de "já ganhou" que reinava desde segunda-feira, o time, inquestionavelmente, entrou portando vistoso scarpin no lugar das chuteiras; acomodação no lugar da luta; irresponsabilidade no lugar da raça. E veja a ironia: no terceiro gol, quem desviou a bola e enganou Bruno? Obina.
Esse novo "maracanazo" serve para uma coisa: abrir os olhos da maior torcida do mundo para os (muitos) defeitos do time e para as (gargantuescas) limitações da equipe.
O Flamengo jogou só até os quinze minutos do primeiro tempo. O resto do jogo foi abaixo da crítica. E mais: a partir dos 30 do segundo tempo, desespero puro: não acertavam um passe!
Por mais que o Kléber Leite fique vituperando nas rádios e televisões hoje, a conclusão é uma só: foram irresponsáveis.

Marco da Diplomaq disse...

Resumo o jogo de ontem com uma só palavra que representa a imagem de um torcedor do flamengo sempre entusiasmado e presente aos jogos do seu clube de coração:

TRISTEZA.

A auto confiança dos jogadores do Flamengo foi muito forte, achavam que a qualquer momento poderiam ganhar o jogo, quando perceberam já perdiam de 2 a 0.

No terceiro, do "Banhas", não acreditei, todos com uma cara apática. Podíamos perceber que até o próprio Luís Roberto que estava narrando o jogo na TV Globo não acreditava no que estava narrando.

Tive uma sensação que estava em 1950 dentro do Maracanã assistindo ao jogo BRASIL X URUGUAI. Segundo o que dizem os nossos pais e tios, que viveram aquele jogo acho que foi a mesma coisa. Uma apatia, até a torcida num dado momento não acreditava mais no time.

Tiremos um aprendizado: Libertadores é diferente, jogar sempre, festejar só no final.

Espero que à partir de domingo contra o Santos o Mengão comesse seu rumo à Libertadores 2009, o que é uma OBRIGAÇÃO DESSE GRUPO que tanto folgou e descansou para dar prioridade aos jogos da Libertadores.

Uma pena, não merecíamos isso!

Mas, Uma vez Flamengo sempre Flamengo!

Um abraço!

Marco Antonio Cruz

Xupacabr@ disse...

Coisas que só o flamengo faz...