O psicoterapeuta disse que sou hiperativo. A criação deste blog surgiu pouco depois de ser assim diagnosticado. Segundo o site especialista Hiperatividade (que já existia antes do meu blog, mas eu não sabia!), os portadores deste distúrbio são freqüentemente rotulados de "problemáticos", "desmotivados", "avoados", "malcriados", "indisciplinados", "irresponsáveis" ou, até mesmo, "pouco inteligentes". Mas garante que "criativo, trabalhador, energético, caloroso, inventivo, leal, sensível, confiante, divertido, observador, prático" são adjetivos que descrevem muito melhor essas pessoas. Eu, particularmente, creio que sou uma mistura disso tudo aí. Cheio de muitas idéias, muitos sonhos e muitos projetos. Muita vontade e muito trabalho. Muitas vertentes e muitas atividades. Sou editor-adjunto do Crônicas Cariocas. Não deixem de visitar minhas colunas: Cinematógrafo; Crônicas; Poesias; e HQs. Ah! Visitem o Magia Rubro Negra , site de apaixonados pelo Mengão, para o qual tive o prazer de ser convidado a fazer parte da especial equipe!!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

RockAntygona

Guilherme Leme encena RockAntygona com Luis Melo, Larissa Bracher, Armando Babaioff e Marcelo H no Mezzanino do Espaço SESC a partir de 26 de fevereiro.
 
O diretor se cercou de uma ficha técnica de respeito. Além da participação dos atores na construção do texto, o trabalho é supervisionado pelo premiado dramaturgo, Caio de Andrade.
Para o cenário, Aurora dos Campos, com quem já trabalhou em três peças. Assim como Marcelo H, responsável pela música nos últimos cinco espetáculos do diretor. Nesse caso, Marcelo H vai além. Ele está em cena, operando o som ao vivo diante do público e comentando o espetáculo em um microfone como um mestre de cerimônias. Na concepção do diretor, Marcelo H faz o papel da Mídia Eletrônica, de quem informa ao povo os acontecimentos. A trilha está sendo composta originalmente para o espetáculo. “Estamos usando guitarras distorcidas e som pesado para dar o tom em RockAntygona”, explica Marcelo H. Luis Melo define bem o título da peça: “Uma tragédia tem que ser encenada com a pulsação e a adrenalina de um show de rock”.

Segundo Caio de Andrade, “É nos jovens, ou mais precisamente nas almas jovens, que se instaura a rebeldia. A velocidade com que ações são revistas ou reinventadas no mundo dos governantes estará sempre aquém da busca impaciente da juventude. Antígona traz essa marca. Aparentemente indefesa, sem partidários, resolve enfrentar a lei que para ela soa como uma imposição arbitrária, uma ordem abusiva. Quer enterrar o irmão que morreu em batalha. E enquanto a ordem do governante a impede, os deuses a inspiram. Fiel a uma crença centrada na família e em seus mortos, decide desafiar a lei vigente e, tragicamente, desobedece.”  
 
“Antígona fala de rompimento, insatisfação, fúria juvenil e enfrentamento. Que cada um, no seu tempo e espaço, crie ou recrie o seu próprio manifesto contra a intolerância”, conclui.
 
O texto de Sófocles foi representado pela primeira vez em Atenas, em 441 a.C. e vem, ao longo dos séculos, inspirando montagens, versões, adaptações, num processo de revisão e recriação dramatúrgica que arrebatou muitos autores, filósofos e estudiosos da obra se Sófocles, entre eles, Bertold Brecht, Albin Lesky, Friedrich Nietzsche, Barbara Freitag e Friedrich Hölderlin, alicerces da nossa encenação.

“Durante o processo de feitura do texto consultamos inúmeras traduções, lendo e relendo o trabalho de profissionais respeitados como Angelika E. Köhnke, Christine Roehrig, Domingos Pachoal Cegalla, Lawrence Flores Pereira, Mário da Gama Kury, Millôr Fernandes e Trajano Vieira”, ressalta Guilherme Leme.
 
Sinopse
A história conta a trajetória de Antígona , que deseja enterrar seu irmão Polinices , morto em combate contra Tebas. O governante da cidade, Creonte, decreta que os mortos que atentaram contra a cidade não recebessem enterro ou qualquer rito funerário. Antígona desafia as leis e enterra o irmão ,sozinha, sendo depois presa e condenada à morte .
 
Ficha Técnica
Texto: Rockantygona (a partir de Antígona de Sófocles)
Elenco: Luis Mello (Creonte), Larissa Bracher (Antygona),
Armando Babaioff (Hémon) e Marcelo H (Mídia Eletrônica)
Concepção e Direção: Guilherme Leme
Co-direção: Miwa Yanagizawa
Dramaturgia: Caio de andrade
Assistente de direção: Marcos Damigo
Preparação Vocal: Jaqueline Priston
Iluminação: Tomás ribas
Cenografia: Aurora dos Campos
Assistente de Cenografia: Ana Machado
Figurino: Tatiana Brescia
Assistente de Figurino: Sabrina Cordeiro
Programação Visual e Fotografia: Victor Hugo Ceccato
Trilha Sonora Original: Vulgue Tostoi (Marcello H. e Jr Tostoi)
Assessoria de Imprensa: Bruno Pacheco
 
Serviço:

Estréia para convidados: 25 de fevereiro
Temporada: de 26 de fevereiro até 18 de abril
Quinta e Domingo às 20 horas
Sexta e Sábado às 21:30 horas
Espaço Sesc – Mezanino
Rua Domingos Ferreira, 60 – Copacabana
Tel. 2547-0156
Ingressos: R$ 16,00 (inteira)
                 R$ 8,00 (meia entrada)
                 R$ 4,00 (comerciários)
Bilheteria a partir das 15 horas
Capacidade de Público: 80 lugares
Tempo de Duração: 60 minutos
Classificação Etária: 16 anos

2 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Parabéns pelo blog, abraço

Fabrício Mohaupt - Tito disse...

Valeu! O seu também é bem bacana!